No artigo “Ética na escola: a diferença que faz diferença ”,
Aquino (1998) aponta que a escola não é apenas lugar de
acolhimento das diferenças humanas e sociais, mas lugar
em que se engendram novas diferenças. Com o propósito
de analisar o complexo universo da escolarização brasileira,
ele elege quatro recortes temáticos: institucional, ideológico,
legal e teórico. Concordando com a análise do autor, é correto concluir que
A a figura dos “alunos-problema” não deve ser tomada
como impeditivo do trabalho docente, a rigor, ela poderia/deveria ser tomada como propulsora de nossa
ação em sala de aula, vetor ético da intervenção educativa e ocasião da afirmação profissional e social do
professor.
B o principal obstáculo para o trabalho docente são os
famosos “alunos-problema”, que parecem tomar conta
das salas de aula nos dias de hoje. Eles são o produto
ou o sintoma mais visível do mal-estar percebido na
maioria das escolas brasileiras.
C a ética na escola deve ser ensinada a partir de programas com métodos e conteúdos claros e específicos
fim. Ela é resultado direto das ações planejadas pelos
professores exclusivamente para esse fim.
D assegurar que as crianças cheguem à escola, lá permaneçam pelo menos durante os nove anos mínimos
e progridam qualitativamente em seus estudos é uma
questão crucial. Nessa perspectiva, a reprovação é
extremamente necessária, afinal, a política de progressão automática só gerou exclusão e queda de
qualidade dos sistemas que a adotaram.
E garantir o acesso de toda e qualquer criança em
idade escolar a uma sala de aula é hoje, necessariamente, a questão mais urgente da educação brasileira, embora já se tenha conseguido que a cada
criança corresponda uma vaga em uma escola, bem
como condições efetivas para frequentá-la.