Leia o texto a seguir.
Bem no início da colonização, o Conde de Sarzedas, em
1732, para conter a violência entre os escravos, proibiu a
venda de aguardentes, o que acabou provocando fugas e
revoltas. Parece que a “Lei Seca” – reativada também em
1750 por Dom Marcos Noronha – não foi muito obedecida em
Goiás, nem em nenhum outro lugar do mundo. Em 1743, Dom
Luiz de Mascarenhas proibiu indígenas domesticados,
escravos, negros forros e mulatos de portarem armas, como
se a ínfima minoria dos brancos conseguisse, sozinha,
enfrentar a guerra com os indígenas; como era de se esperar,
tal lei foi ignorada em Goiás.
OLIVEIRA, Eliézer Cardoso. “O medo do outro”: conflitos entre brancos,
negros e mestiços em Goiás nos séculos XVIII e XIX. Revista Territórios &
Fronteiras, Cuiabá, vol. 10, n. 2, ago.-dez., 2017, p. 286.
As medidas descritas no texto foram tomadas com o
objetivo de