O psiquiatra recebe em seu consultório um homem de 23 anos,
boa condição financeira e educacional, que vem procurá-lo porque
está muito angustiado por apresentar pedofilia. Diz que jamais
praticou atos sexuais com crianças e não percebe o risco de
incorrer nesta prática, mas também não consegue ter uma vida
sexual satisfatória com adultos. Para reduzir a tensão sexual,
admite que consumia pornografia infantil, obtida na deepweb.
Sobre o caso apresentado, apresentam-se três afirmativas:
I. O psiquiatra somente será obrigado a abrir o sigilo se perceber
que o paciente oferece risco real a terceiros ou à sociedade.
II. Na ocasião de investigação de crime de consumo de
pornografia infantil, o médico estará impedido de revelar
segredo que possa expor o paciente a processo penal.
III. Não é permitido ao psiquiatra decidir não prosseguir com a
assistência a este paciente encaminhando-o a um colega, pois
configuraria discriminação à pessoa com sofrimento mental
mas que não apresenta evidência de risco a terceiros ou à
sociedade.
Está correto o que se afirma em