Para pensar o Serviço Social brasileiro na contemporaneidade, em relação às disputas de projetos
no interior da categoria profissional, no sentido de manter a resistência e preservar as conquistas,
Iamamoto (2019) aponta alguns desafios para a profissão, tais como:
A construir, em consonância com os saberes e conhecimentos específicos da profissão, saídas
concretas para o enfrentamento das expressões da questão social que se colocam no cotidiano
profissional, assegurando os direitos sociais com vistas à emancipação humana
B assegurar a luta pela hegemonia no Serviço Social como profissão e como disciplina científica,
rompendo com as teias da pequena política, do burocratismo, com a naturalização das rotinas de
trabalho, recriando estratégias e reinventando formas coletivas de organização política
C assegurar a luta por um Serviço Social capaz de abarcar os sofrimentos dos indivíduos, em sua
relação com a comunidade e com a família, a partir de um conjunto de técnicas que fazem parte do
arcabouço intelectual dos profissionais, articulando outros saberes que deem conta das novas
requisições postas à profissão
D construir um escopo técnico que dê conta das apreensões da realidade social, capaz de romper com
as imposições e os limites institucionais, possibilitando a ampliação da autonomia profissional,
contribuindo para a radicalização do fazer profissional comprometido com a classe trabalhadora