Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201043412

No trecho “Agora eu me tornei a Morte, a destruidora de mundos.”, e...

📅 2024🏢 Instituto Darwin🎯 Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE📚 Língua Portuguesa
#Recursos Estilísticos#Análise Textual

1

457941201043412
Ano: 2024Banca: Instituto DarwinOrganização: Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PEDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Recursos Estilísticos | Análise Textual
Texto associado
Texto

Filme Oppenheimer (2023, Christopher Nolan)


          Christopher Nolan utilizou, como base para o roteiro desta cinebiografia, o livro biográfico de J.R. Oppenheimer. A obra ganhou diversos prêmios, em especial a conquista de um Prêmio Pulitzer, na categoria “Biografia ou Autobiografia”, em 2006. A biografia do físico teórico foi escrita a quatro mãos pelos autores Kai Bird e Martin J. Sherwin, durante um período de vinte e cinco anos.
           Quando lemos ou escutamos o nome bomba atômica, é inevitável pensar, lá no início da segunda metade da década de 1940, no final da Segunda Guerra Mundial, nos ataques nucleares dos Estados Unidos da América às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Do avião bombardeiro B-29, o “Enola Gay”, foi lançada na primeira cidade a bomba de codinome “Little Boy” (bomba de fissão de urânio), no dia 6 de agosto de 1945. Em 9 de agosto do fatídico ano, apenas três dias após o primeiro ataque nuclear da história, outro avião bombardeiro B-29 (apelidado de ‘Bockscar‘, ou ‘Bock’s Car‘) lançou sobre a segunda cidade nipônica a bomba de fissão de plutônio, apelidade de “Fat Man”.
            Essas duas bombas lançadas sobre as cidades japonesas foram as únicas até então a serem utilizadas durante uma guerra. Antes de utilizá-las para valer, os Estados Unidos conduziram o primeiro teste de arma nuclear dentro do “Projeto Manhattan”, no dia 16 de julho de 1945, no Novo México, em que foi posta em prática a experiência “Trinity”, nome da bomba de plutônio de implosão, o mesmo tipo de arma utilizada posteriormente em Nagasaki (Japão).
         Logo após a passagem da onda de choque da Experiência “Trinity”, instaurou-se a “Era Atômica”, designada “Era Nuclear”. Esse período da história – também conhecida como “Idade Atômica” – foi intensificado após a utilização em larga escala da tecnologia nuclear que culminou na destruição em massa das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, e das milhares de pessoas mortas (cálculos conservadores estimam que até o último mês de 1945 haviam cerca de 110 mil pessoas mortas, em ambas as cidades; outros estudos calculam mais de 210 mil vidas ceifadas).
        (...) Os acontecimentos resumidos acima e seus diversos personagens fazem parte do roteiro adaptado de Christopher Nolan e estão – e são – representados na esplendorosa captação de som e imagem assinadas pela grife C. Nolan em parceria com o compositor de cinema sueco Ludwig Göransson, o diretor de fotografia holandês Hoyte van Hoytema e a constelação de superelenco, que tem como estrela mais brilhante o ator irlandês Cillian Murphy.
        A semelhança física de Murphy e seu personagem-título incrementa a sua potência interpretativa, que aliás adentra ao íntimo caótico do biografado; as cenas e imagens, em que somos os intrusos dentro da cabeça do criador da bomba atômica, captam lapsos de tensão e terror imaginados na consciência do homem diante do dilema em torno da potencialidade destrutiva que a sua criação provocará às pessoas, ao mundo e ao próprio criador um fardo do qual Chris Nolan capta profundamente nas cenas do Teste Trinity, momento em que, meio do deserto do Novo México, é detonada a primeira bomba atômica; sequência onde a junção do design de som e imagem conjugam-se concomitante.
       É claro o saber quanto ao clímax do filme, espera-se ver – e principalmente escutar – o detonar e a sequência explosiva da bomba atômica (Trinity), neste momento somos surpreendidos pela inteligência da direção à maneira como nos é transmitida a explosão, no momento derradeiro o sistema de som da sala de cinema é tomada pelo peso do silêncio perturbador, momento em que somos impactados por uma onda de consciência que imagino levar a um pensamento coletivo diante das consequências de que o sucesso do Teste Trinity causaria futuramente, tratando-se de uma arma de guerra impiedosa, de poder destrutivo capaz de aniquilar do tempo e espaço qualquer coisa ou ser. A chegada estrondosa do som oriundo da detonação da bomba atômica Trinity estremece a alma.
        Apesar de achar os longínquos 180 minutos de duração, essas 3 horas de filme transcorrem imperceptíveis no tempo, o banheiro e o bocejo ficam para segundo plano, no transcorrer dos créditos finais, graças à inquestionável qualidade técnica e narrativa já tantas fezes aprovadas em produções anteriores assinadas por Nolan & Cia.
         Albert Einstein é o gênio da física que se faz presente na biografia de J. Robert Oppenheimer, sua participação é pontual e em ação transmite carisma através da interpretação de Tom Conti. Para mim, caso no futuro venha ser produzido cinebiografia do pai da Teoria da Relatividade, o ator deve repetir o seu personagem. Ainda neste bloco, faço questão de trazer à tona outros atores que merecem os elogios devido a excepcional prestação de serviço executada em cena: Florence Pugh como Jean Tatlock, Emily Blunt como Kitty Oppenheimer, Josh Hartnett como Ernest Lawrence, Kenneth Branagh como Niels Bohr, Matt Damon como Leslie Groves e uma das melhores performances dele, Robert Downey Jr. como Lewis Strauss.
       Os envolvidos no departamento de som merecem os aplausos, pois um dos quesitos técnicos de maior destaque cai sobre os ombros dos profissionais responsáveis pelo departamento design de som. As diversas explosões de bombas ouvidas ao longo do filme são sentidas com tamanha perfeição sonora que quem escuta chega até a esboçar uma reação de tapar os ouvidos tamanho é o realismo do som. (...)
       Os diálogos carregados em meio a toda tensão nos entregam interpretações de uma régua de qualidade artística no patamar das mais elevadas; o dilema moral está no centro do filme, raciocínio perturbador que ocupa um espaço significativo dentro da cabeça brilhante de J. Robert Oppenheimer, todo o seu conhecimento teórico de mecânica quântica e física é materializado na bomba atômica. Nos minutos finais do filme, várias questões que incluem jogo político, traição, conspiração, investigação e julgamento ficam claras e totalmente expostas dentro e fora de Los Alamos. (...)
        Dentro do roteiro desta produção, surgem várias frases de efeitos, muitas delas já ouvidas pelo público em geral, que causam impacto quando vistas e ouvidas, muitas são verdadeiros estopins para reflexões filosóficas sobre o futuro do mundo após a invenção bélica, causa de interesse principal de muitas pessoas em assistir a esta produção épica. Dessas frases, destaco a fala de J. Robert Oppenheimer: “Agora eu me tornei a Morte, a destruidora de mundos”.
        Na cena final, é perceptível o peso do mundo jogado com todas as forças sobre as costas do “pai da bomba atômica”, junto do seu “descarte”, por parte do governo estadunidense, uma vez comprovada o sucesso do nascimento do seu “filho”. É devastador ver através da expressão final de J. Robert Oppenheimer a visão dele quanto ao futuro do mundo. (...) 



 Disponível em https://www.leiaeassista.com.br/resenha-do-filme-oppenheimer-2023-christopher-nolan/.Adaptado
No trecho “Agora eu me tornei a Morte, a destruidora de mundos.”, extraído do Texto, o comentarista fez uso de uma figura de linguagem na expressão em destaque denominada 
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Esta questão foi aplicada no ano de 2024 pela banca Instituto Darwin no concurso para Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Recursos Estilísticos, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200047039Língua Portuguesa

De acordo com o Texto, ao se afirmar que “...essa realidade não é exclusividade dos políticos, sendo um comportamento cultural, ‘levar vantagem em tud...

#Análise Textual#Compreensão e Interpretação Textual
Questão 457941200048613Língua Portuguesa

Analise a assertiva a seguir extraída do Texto: “Nos últimos 150 anos, no entanto, o planeta teve sua temperatura aumentada de maneira considerável”. ...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941200143653Língua Portuguesa

Considerando a concordância dos verbos “haver” e “existir”, assinale a alternativa que substitui corretamente, mantendo a correlação entre os tempos v...

#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal
Questão 457941200429859Língua Portuguesa

Sobre os aspectos linguísticos do texto, é correto afirmar que:

#Compreensão e Interpretação Textual#Morfologia Verbal#Análise Textual#Flexão de Pessoa Verbal
Questão 457941200488549Língua Portuguesa

Analise o excerto a seguir extraído do Texto: “Com o envelhecimento da população e o crescente investimento em qualidade de vida, muitos países ao red...

#Sintaxe#Orações Subordinadas Adverbiais
Questão 457941200571814Língua Portuguesa

De acordo com o trecho da entrevista concedida à UNE pelo professor-pesquisador Marcos Bagno, reproduzido no Texto II, a caracterização de um erro de ...

#Análise Textual#Diversidade Linguística
Questão 457941200656305Língua Portuguesa

O período composto “As confrades estavam crentes(1) de que eu iria me comover(2).” é formado por orações subordinadas classificadas como

#Funções Morfossintáticas do Pronome SE#Análise Sintática#Sintaxe
Questão 457941201200298Língua Portuguesa

Sinonímia é a relação semântica que ocorre quando duas ou mais palavras têm um sentido semelhante. Ciente disso, assinale a alternativa correta que ap...

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941201668073Língua Portuguesa

Ao analisar as orações “não desponte quem precisa” e “doe material escolar usado”, percebe-se que foram construídas tomando como base a função de ling...

#Análise Textual#Funções da Linguagem
Questão 457941201859449Língua Portuguesa

Literatura infantojuvenil é literatura sim, como qualquer outra. E é arte sim. Arte da palavra. Da linguagem. Do trabalho com a linguagem. Creio que a...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Recursos EstilísticosQuestões do Instituto Darwin