Em Odontologia, tratando-se de elaboração de diagnóstico, o exame de imagens
ocupa inegável atribuição, uma vez que a maioria dos processos patológicos – as
alterações da normalidade e os distúrbios de desenvolvimento, entre outros fatores
– manifesta-se nos tecidos duros. Sua relevância se deve ao fato de tal exame
desempenhar um papel de auxiliar ou complementar dos exames clínico e laboratorial. Na Odontopediatria e, de forma geral, nas especialidades médicas e odontológicas, o papel da exploração clínica e a elaboração mental criteriosa dos dados
anamnéticos, pelo profissional, precedem a solicitação ou realização de exames
por imagens. Adota-se tal postura, de maneira geral, tanto nas técnicas clássicas
rotineiras, como em métodos tomográficos, exames por ressonância magnética,
ultrassonografias, cintigrafias etc. Os exames por imagens oferecem grande suporte à clínica odontopediátrica, pois estes fornecem subsídios em todas as suas
etapas, desde o processo diagnóstico inicial, a avaliação de desenvolvimento dos
dentes, as detecções de alterações de desenvolvimento e os processos patológicos de planejamento e acompanhamento.
A esse respeito, considere as seguintes afirmações:
I. A dentinogênese imperfeita caracteriza-se radiograficamente por dentes
de raízes alongadas, constrição cervical, câmaras pulpares amplas e esmalte íntegro.
II. Nas superfícies proximais, o exame radiográfico tem apresentado baixa
sensibilidade e alta especificidade para detectar lesões de cárie em esmalte de molares decíduos; já́ para as lesões cavitadas em dentina, é verificada mais sensibilidade comparada com o exame visual, mas menos
especificidade.
III. O método radiográfico apresenta algumas limitações, tendendo a subestimar a perda mineral real das lesões de cárie e não é adequado para detectar lesões nos estágios mais precoces.
Está CORRETO o que se afirma em: