Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:I...
🏢 FUNDATEC🎯 PalcoParaná - PR📚 Fisioterapia e Reabilitação
#Estratégia de Saúde da Família
Esta questão foi aplicada no ano de 2024 pela banca FUNDATEC no concurso para PalcoParaná - PR. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Fisioterapia e Reabilitação, especificamente sobre Estratégia de Saúde da Família.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Dia desses, falei com um velho colega e amigo ultramaratonista para saber como ele havia
se saído na recente Travessia Torres-Tramandaí. A resposta veio taxativa: "Simplesmente
desisti, abandonei a prova na altura da Praia do Barco e fui tomar uma cerveja, porque cheguei
___ conclusão de que corria por obrigação, e não por prazer."
Sei que meu amigo chegaria a Tramandaí entre os melhores, não só em sua categoria. Mas
parou ao sentir ou a falta de prazer no que estava a fazer, ou o tormento da obrigação. Sim,
concluir uma prova, como meta, é a obrigação. Disputá-la, o sacrifício. Ao término, e só então,
há o prazer de haver cumprido o percurso. No caso, parece, houve, além de algo estranhável,
ou um erro de avaliação ou de autoengano momentâneo (o mais provável), por alguém
acostumado a treinos de longas distâncias, horas ___ fio. Corridas de fundo não se constituem
em prazer, mas em disciplina, esforço, sacrifício. Logo, não há deleite.
Há, entre os vídeos que se acumulam na internet, um essencialmente pedagógico relativo
___ prática do fundismo, com o doutor Dráuzio Varella, conhecido médico, escritor e
maratonista, com cujo conteúdo concordo plenamente, depois de eu, hoje aos 71 anos, já ter
corrido por mais de 36 anos cerca de 48 mil quilômetros. Diz Dráuzio que o exercício físico não
é algo "natural" para o ser humano, sendo ele o único animal que o pratica. A tendência das
pessoas é de permanecer quietinhas, gastando energia apenas para reprodução da espécie, para
conseguir alimentos (no caso dos humanos, o tal trabalho) e para escapar de predadores da
espécie (no Brasil, fugir da bandidagem). Diz o médico que nunca ninguém viu, em um zoológico,
girafa fazendo alongamento ou leão correndo maratona.
Ora, essa conversa bacana de que correr pelos parques ou pelas ruas é um momento
edificante espiritual e físico pode ser faltar .... verdade para os ouvintes ou para si mesmo.
Prática esportiva continuada requer disciplina, logo é sacrifício. Creio que não houve uma vez
nesses meus anos de fundista em que me preparasse para sair a treinar e que não tenha, antes
da partida, conjecturado comigo mesmo: "Por que estou fazendo isso?". Claro que há benefícios
físicos e psíquicos notórios na prática periódica do exercício físico, mas daí a dizer que se trata
de um prazer é um grande autoengano.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2018/02/carlos-alberto-gianotti-exercicio-fisico-como-deleite-cjddnqo9a07sj01kevloi0rqm.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Para o autor do texto, concluir provas de corrida nos dá apenas a sensação de estarmos no sacrificando.
II. De acordo com o texto, apesar dos benefícios, ainda assim, trata-se de uma falácia afirmar que há prazer no exercício físico.
III. O autor traz uma fala do Dr. Dráuzio Varela que afirma que os seres humanos não devem praticar exercícios, pois isso não é natural para eles.