Na maioria das vezes, a criação de primatas sob cuidados humanos visa produzir populações viáveis para serem
disponibilizadas à pesquisa biomédica. Tais criações devem
obedecer a critérios rigorosos de manejo para produzir
indivíduos saudáveis. Assim, os aspectos comportamentais, bem como as exigências fisiológicas de cada espécie
estudada devem ser levados em consideração na criação
de primatas não humanos. Com base nisso é correto afirmar que:
A sistemas seminaturais de criação oferecem boas oportunidades para desenvolver estudos comportamentais
de populações; a higiene e o manejo alimentar são
facilitados, pois são realizados visando atender vários
animais ao mesmo tempo; além disso, é mais fácil
realizar um controle eficiente de acasalamentos; isso
possibilita estabelecer dados mais precisos de concepção, principalmente em sistemas de acasalamento
múltiplos machos.
B no sistema de criação individual, as fêmeas devem ser
manejadas em recintos individuais ou em pequenos
grupos separadas dos machos; devem ser acasaladas
apenas no período reprodutivo; esse sistema é mais
oneroso, entretanto, permite fazer registros reprodutivos mais fidedignos; por exemplo, isso favorece maior
segurança no estabelecimento do tempo de gestação
dos animais da criação, além de permitir avaliar melhor
o comportamento dos animais.
C para criações em grupo, pode-se adotar o sistema
de múltiplos machos ou apenas um reprodutor, na
proporção de um macho para uma ou, no máximo, 3
fêmeas; deve-se levar em consideração o espaço para
a espécie considerada; as fêmeas gestantes não podem
ser removidas na época do parto, pois isso predispõe
a perda de vínculo afetivo com o grupo, dificultando e
encarecendo o manejo.
D animais poligâmicos devem ser alojados em recintos
externos coletivos, simulando um sistema de harém,
levando-se em consideração o comportamento natural
para cada espécie poligâmica; entretanto, em ambientes de criação “indoor”, não se deve usar o sistema de
harém, pois dificulta o manejo e predispõe a brigas entre
machos e fêmeas; isso aumenta consideravelmente o
custo da criação com atendimentos veterinários e uso
excessivo de medicamentos, resultantes do processo
de internações na clínica.
E a harmonia social é facilitada em sistemas de criação
em grupo, pois o macho dominante estabelece facilmente um comportamento hierárquico, havendo pouco
desentendimento entre indivíduos do grupo; sendo
assim, observa-se baixa quantidade de intervenções
de técnicos e médicos veterinários para tratamentos
de traumas por brigas, o que reduz muito o custo da
criação.