A integração sensorial é uma abordagem
crucial em intervenções para pacientes com Transtorno
do Espectro Autista (TEA) que apresentam disfunções
sensoriais, como a hipersensibilidade a estímulos.
Considerando a necessidade de reduzir a sobrecarga
sensorial e promover a autorregulação, qual das
abordagens abaixo seria a mais indicada para o manejo
terapêutico de um paciente com TEA que experimenta
hipersensibilidade sensorial?
A A aplicação de estratégias de dessensibilização
sistemática em ambientes com alta carga
sensorial, como salas de aula ruidosas e
coloridas, com o objetivo de expor o paciente
de maneira controlada a estímulos intensos e
acostumá-lo gradualmente à sobrecarga
sensorial. Essa abordagem pode gerar
desconforto imediato, mas busca adaptar o
paciente a estímulos extremos.
B A utilização de salas sensoriais controladas,
onde são oferecidos estímulos sutis e
regulados, como luzes suaves, texturas
variadas e sons calmantes, promovendo a exploração gradual e controlada de diferentes
estímulos sensoriais, de forma a evitar a
sobrecarga e facilitar a autorregulação.
C O uso de técnicas de estimulação sensorial
aumentada, que envolvem a exposição
deliberada do paciente a estímulos visuais e
auditivos em níveis elevados, com a intenção de
dessensibilizar a resposta exacerbada a
estímulos através da saturação sensorial, o que
pode exacerbar a ansiedade e o
comportamento disfuncional em alguns
pacientes.
D A intervenção deve se concentrar apenas no
controle motor do paciente, sem incluir
aspectos sensoriais, pois a hipersensibilidade
sensorial não afeta diretamente o desempenho
ocupacional. A ênfase está na motricidade fina
e grossa, independentemente das respostas
sensoriais exacerbadas.
E A abordagem sensorial deve ser combinada
com técnicas de reforço negativo, onde
estímulos aversivos são introduzidos para
ensinar o paciente a suprimir respostas
inadequadas a estímulos sensoriais intensos,
promovendo a evasão de comportamentos
sensoriais disruptivos através de
consequências negativas controladas.