No retorno à sua cidade natal, após anos de ausência, o arquiteto
se defrontou com a implantação de um parque urbano
contemporâneo, figura urbana em consolidação e expansão nas
cidades brasileiras, no século XXI.
No que se refere a seus aspectos morfológicos, esse tipo de
parque:
A destinam-se à conservação de recursos naturais
eventualmente existentes dentro das ou nas divisas urbanas
remanescentes de bosques, charcos e manguezais, sendo,
portanto, vetado seu uso para atividades recreativas;
B é composto como um logradouro estruturado essencialmente
por vegetação, águas ou relevos com dimensões médias, pois,
por se inserir em área urbana, não deve atingir grandes
extensões;
C implica uma ruptura radical da malha viária, que, por ser ao
mesmo tempo interrompida e recortada pelo logradouro,
minimiza as possibilidades de articulação entre vias
adjacentes.
D constitui barreiras e promove a descontinuidade no tecido
urbano, pois não pode se situar na periferia da cidade como
bordas urbanas ou orlas marinhas e fluviais;
E é propenso à monofuncionalidade e à utilização restrita por
uma vizinhança ou coletividade, por se localizar em
determinado contexto urbano consolidado;