Durante o período colonial, o abastecimento dos vilarejos e arraiais na região do Mato Grosso, distantes dos núcleos de poder
colonial, ocorria, em geral, por meio
A do comércio instituído entre as missões e as reduções jesuíticas que promoviam a troca das “drogas do sertão” e de
produtos cultivados pelos indígenas por artefatos, pólvora e mercadorias úteis à sobrevivência dessas comunidades.
B do sistema de monções, mediante o qual mercadorias, roupas, utensílios e pessoas chegavam aos vilarejos em embarcações que percorriam os rios da região conformando um amplo circuito.
C das “entradas”, cujo objetivo era garantir a intercomunicação entre os povoados mais longínquos, a fim de assegurar o
domínio português e a permanência de núcleos de população branca.
D da prática do malón , um comércio clandestino, que contava com a participação acordada entre índios e espanhóis, estabelecendo
rotas informais de contrabando para o fornecimento de mercadorias aos povoados isolados.
E das trocas comerciais nas fronteiras, entres colonos brancos do lado espanhol e do lado português que navegavam livremente
os rios da Bacia do Prata e seus afluentes, indiferentes ao Tratado de Tordesilhas.