As referências técnicas para a atuação de psicólogos na rede de proteção às crianças e aos adolescentes em situação de
violência sexual (CFP, 2020) orientam que o trabalho do profissional de psicologia deve
A atuar de forma avaliativa, na escuta inicial nos atendimentos psicossociais e familiares, desenvolvendo intervenções para
obtenção de informações que poderão auxiliar na proteção da criança e no afastamento e punição do agressor.
B intervir nas diferentes políticas públicas e serviços contratantes, transpondo e utilizando os conhecimentos e as técnicas do
psicodiagnóstico e do atendimento clínico, uma vez que as intervenções psicológicas requerem posições e metodologias
similares nos diferentes níveis.
C considerar que os impactos da violência, como fenômeno bidimensional entre criança e abusador, produzem sofrimento
psíquico tornando-se fundamental o atendimento individual, pois o enfrentamento da violência se faz a partir do reestabelecimento da saúde mental da vítima.
D avaliar o contexto em que está inserido, a relação transferencial e o sigilo profissional, para realizar ou não as notificações
e denúncias aos órgãos competentes, objetivando a proteção da pessoa em atendimento.
E proporcionar condições para o fortalecimento da autoestima, o restabelecimento da proteção e da convivência em condições adequadas ao desenvolvimento, contribuindo para a superação da situação de violação de direitos e reparação da
violência sofrida.