O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
De que adianta a segurança chegar "apenas três
segundos depois"? Nada
Sem que ainda tenham sido feitas as investigações
devidas, como aconteceu com as comissões que
vasculharam o atentado letal contra Rabin em Israel, é
possível afirmar: nem uma segurança altamente
incompetente teria deixado "descoberto" o galpão a
menos de 150 metros do palanque em cuja cobertura
Thomas Matthew Crooks se arrastou até chegar na
posição ideal para disparar, às 18,13 horas, os oito tiros
que deveriam ter matado Trump, aparentemente com um fuzil roubado do pai. Contando a bala que pegou de
raspão a orelha de Trump, ele acertou três disparos,
sinal de uma boa pontaria, treinada em clube de tiro.
Pessoas do público gritaram durante dois ou três minutos
para mostrar a policiais a atitude suspeita do homem de
cabelos compridos no telhado do local onde funciona
uma instalação de pesquisas sobre vidros, adjacente à
feira agrícola. A polícia local seria a encarregada da
segurança no galpão, mas sob supervisão do Serviço
Secreto.
Quando cercaram Trump, depois do tiro que atingiu sua
orelha direita, os seguranças também apresentaram
algumas falhas, dando tempo para ele pedir que
encontrassem seus sapatos − que voaram dos pés
quando os agentes pularam sobre ele − e erguer o punho
fechado, dizendo ao público "Lutem! Lutem!"
Aparentemente, mantiveram Trump no chão, coberto por
seus corpos como um escudo humano, até ouvir que o
atirador estava neutralizado − "Um tiro bem no meio dos
olhos", descreveu o ex-presidente − e o veículo para a
saída tinha encostado. Naquele momento, não poderiam
ter certeza de que não havia mais atiradores. Trump
ficou com um hematoma no braço devido à pressão dos
seguranças.
"USA, USA", respondeu uma parte da plateia ao punho
erguido de Trump, reagindo sem pânico nem correria,
mesmo diante dos dois homens fardados e pesadamente
armados que subiram no palanque vasculhando o
público − eram os "contras-snipers", encarregados de
localizar atiradores.
(https://veja.abril.com.br/coluna/mundialista/de-queadianta-a-seguranca-chegar-apenas-tressegundos-depois-nada/) fragmento adaptado)