O projeto de um edifício de uso educacional, a ser executado em cidade do interior paulista, é formado por duas
lâminas de dois pavimentos, térreo e superior, com 25 m
de comprimento, paralelas entre si, situadas no mesmo
plano, distando 35 m uma da outra.
A estrutura, formada por lajes planas maciças, vigas de
seção retangular e pilares de seção retangular, será executada em concreto armado moldado in loco. Por conta
das cargas elevadas previstas devido a usos específicos
das lâminas e das características do subsolo, que apresenta características homogêneas em termos de resultados de sondagens, foram definidas fundações profundas
em estacas pré-moldadas.
As vigas longitudinais das lâminas (vigas do tipo A) são
vigas transversais às lâminas (vigas do tipo B) serão
biapoiadas, vencendo vão de 7,20 m, com balanços de
1,80 m nas faces voltadas para o entorno, sem balanços
nas faces voltadas para o espaço entre as lâminas. Uma
estrutura de 35 x 10 m, colocada logo acima do nível da
cobertura das lâminas, ligando-as uma à outra, vence o
vão de 35 m apoiada apenas em pilares incorporados
às duas lâminas, sendo estruturada por vigas também
isostáticas (vigas tipo C). Essa estrutura é formada por
uma laje plana maciça estruturada por uma malha de três
vigas longitudinais (as vigas tipo C) e por vigas transversais – nas bordas e mais duas em posições intermediárias ao longo do vão maior.
Na concepção estrutural, prevê-se que as vigas do tipo
B sejam concretadas juntamente com os pilares que
lhes dão apoio, sem necessidade de aparelhos de apoio.
Já no caso das vigas do tipo C, o partido arquitetônico,
inspirado em obras da arquitetura paulista, de Vilanova
Artigas e Paulo Mendes da Rocha, propõe destacar
volumetricamente a viga, minimizando, como volumetria, os pontos de apoio. Para isso, em um dos lados da
estrutura, as vigas de tipo C serão apoiadas em aparelhos de apoio de neoprene, travados de modo a não permitir movimentação horizontal, apenas o giro, e, no outro
apoio, em roletes que permitirão tanto o giro quanto a
movimentação horizontal na direção do eixo da viga.
Tal diferença entre vigas do tipo B e vigas do tipo C,
quanto à solução nos apoios, deve-se principalmente