Leia o texto a seguir.
A conceituação de um evento como desastre depende da
perspectiva daquele que o nomeia e do lugar que ele ocupa
nessa interação com o evento. Assim, o conceito de desastre
é utilizado para nomear muitos eventos e/ou processos com
características distintas. Parte-se da compreensão do
desastre como uma ruptura do funcionamento habitual de um
sistema ou comunidade, devido aos impactos ao bem-estar
físico, social, psíquico, econômico e ambiental de uma
determinada localidade. Tal evento afeta um grande número
de pessoas, ocasionando destruição estrutural e/ou material
significativa e altera a geografia humana, provocando
desorganização social pela destruição ou alteração de redes
funcionais. Os desastres podem provocar medo, horror,
sensação de impotência, confrontação com a destruição, com
o caos, com a própria morte e\ou de outrem, bem como
perturbação aguda em crenças, valores e significados. Para
haver um desastre, é necessária a combinação de um
conjunto de fatores: ameaças, exposição, condições de
vulnerabilidade e insuficiente gestão integral de riscos. O
desastre deve ser compreendido e vinculado ao contexto no
qual ele ocorre, ou seja, é necessário considerar as
dimensões sócio-político-culturais de vulnerabilidade,
capacidade, exposição de pessoas e bens, características e
percepções dos riscos e meio ambiente.
Disponível em: <https://crepop.cfp.org.br/wp-content/uploads/sites/34/2022/10/027-
Crepop-Referencias-Tecnicas-para-Atuacao-de-Psicologas-os-na-Gestao-Integralde-Riscos-Emergencias-e-Desastres.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2023.
No contexto desta definição, o que é a gestão integral de
riscos, emergências e desastres?