A “Classificação das doenças e condições periodontais” (2018) define que os
abscessos periodontais são caracterizados pelo acúmulo de pus localizado na parede gengival do
sulco/bolsa periodontal, resultando em destruição tecidual significante. Apresentam elevação ovoide
da gengiva na parede lateral da raiz e sangramento à sondagem. Podem ainda ser observados: dor,
supuração à sondagem, bolsa periodontal profunda e aumento da mobilidade dental. A classificação
se baseia nos seguintes fatores etiológicos:
I. Abscesso periodontal em paciente com periodontite (em uma bolsa periodontal preexistente), com
exacerbação aguda ou após o tratamento por raspagem, cirurgia ou medicação.
II. Abscesso periodontal em paciente sem periodontite (pode ou não ter bolsa periodontal
preexistente), por impactação (fio dental, elástico ortodôntico, palito dental, lençol de borracha
ou milho de pipoca), hábitos deletérios (onicofagia), fatores ortodônticos e crescimento gengival.
III. Abscesso periodontal em paciente sem periodontite (pode ou não ter bolsa periodontal
preexistente), por condições iatrogênicas (perfurações), dano radicular severo (fissura ou fratura,
síndrome do dente rachado) ou reabsorção radicular externa.
Quais estão corretos?