Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201122987

Observa-se o processo de derivação parassintética na formação da pa...

📅 2025🏢 Avança SP🎯 Prefeitura de São Miguel Arcanjo - SP📚 Língua Portuguesa
#Formação das Palavras#Morfologia

Esta questão foi aplicada no ano de 2025 pela banca Avança SP no concurso para Prefeitura de São Miguel Arcanjo - SP. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Formação das Palavras, Morfologia.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201122987
Ano: 2025Banca: Avança SPOrganização: Prefeitura de São Miguel Arcanjo - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Formação das Palavras | Morfologia
Texto associado

Leia o texto a seguir para responder a questão.


A candura da chuva



    E as chuvas voltaram. Elas, que nos tinham abandonado, para nos advertir de quanto precisamos delas. No jardim, o verde da folhagem resplandeceu. Uma goteira intermitente, caindo sobre uma folha grande (nunca sei os nomes das plantas), repete, em espaços certos, um som musical que me agrada. Foi por causa de gota assim, repetida, que Chopin criou o prelúdio da Gota d’água.


    Para mim, em minha deliciosa clausura, o que a chuva tem de mais importante são os sons. Tantos e tão variados. Sobre as folhas, sobre a areia, sobre o cimento, sobre o balde de alumínio. Depois, escorrendo nas telhas. Quem mora engavetado num apartamento não sabe o que seja a chuva correndo, escorrendo, se esfregando nas telhas. É preciso morar em casas térreas.


    Quando nós éramos meninos, as casas tinham uma outra telha de vidro, e a gente não só ouvia, como via a chuva deslizando, resvalando, tinindo no beiral da nossa casa já morta, lá longe, onde os bois mugiam suplicantes de madrugada. Lá longe, onde os carneiros, no entardecer, tinham olhos desavisados. Lá longe, onde os sapos assobiavam uma música dodecafônica. Lá longe, onde dormem, profundamente, os nossos mortos e a nossa puerícia. Quão enganosa e ligeira foi a infância!


    Esta chuva, que está caindo desde ontem e continua caindo, agora me traz algumas esperanças que estavam a morrer. Não se detenham, amigos, em pensamentos pessimistas, nem chorem a dor que ainda não doeu. Somos homens e a palavra “homem” sinonimiza com força e liberdade. Eu sou livre, mesmo neste quarto de portas fechadas. Só o fato de eu querer continuar preso me cobre de todas as liberdades da vida. Meu corpo, grande e farto, coberto de liberdades. O espírito diáfano, com uma asa em cada omoplata, tem todo o céu do sonho para voar.


    Faz-me bem esta chuva. Não quero dizer, com isto, que a poesia tenha voltado. Nem irei garantir que ela tenha havido um dia. Quero comunicar, a sei lá quem, que estou bem e que este bem, que me vai por dentro e me veste o corpo, deve estar com alguns de vocês, que preferem a chuva ao êxito; a chuva ao poder; a chuva ao dinheiro; a chuva à sociedade; a chuva ao smoking. Tenho chuva e amor. Uma coisa e outra são prazeres que embevecem. As duas coisas se completam, em nós... e o homem aquiescente aceita a paz, afinal, como o único bem da terra.


    Ah, não estou ligando para as notícias dos jornais. Não foi Deus quem as escreveu. Foram os homens. Estão todas truncadas, intrigadas, todas. Sou livre. A liberdade completa é não querer e não poder. Brindemos essa chuva, que me aumenta a capacidade de ir escrevendo essas verdades intatas, sem grande sentido aparente, sem nenhuma importância fundamental. O fundamental que fique a cargo dos poderosos. Não quero mais que a música reminiscente da chuva que está caindo e a mão do amor sobre minha fronte e meus cabelos.


MARIA, A. A candura da chuva. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 132-134.

Observa-se o processo de derivação parassintética na formação da palavra: 
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200565363Língua Portuguesa

Koch, em sua obra: “O Texto e a Construção dos Sentidos”, analisa a Teoria da Atividade Verbal. Assim, complete o excerto abaixo com o termo correto. ...

#Análise Textual
Questão 457941200698763Língua Portuguesa

Analise as alternativas a seguir e assinale aquela que apresenta a palavra formada pelo processo de derivação parassintética.

#Morfologia
Questão 457941201016012Língua Portuguesa

A respeito da palavra ‘eximinista’, empregada por Seu Afredo – “Eximinista pianista!” –, podese afirmar que:

#Formação das Palavras#Morfologia
Questão 457941201695720Língua Portuguesa

Ao dizer que “é impossível escrever uma nota de suicida num computador”, o personagem principal:

#Análise Textual
Questão 457941201706606Língua Portuguesa

O significado atribuído pelo personagem à palavra "plúmbeo" faz referência:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941202040666Língua Portuguesa

Das associações sobre as personagens propostas nas alternativas a seguir, aquela que pode ser depreendida corretamente do texto é:

#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Formação das PalavrasQuestões do Avança SP