A identificação das principais etiologias da deficiência auditiva infantil é importante para a prevenção primária dessa deficiência, por meio de medidas de saúde pública como vacinação e melhora da saúde materno-infantil. Algumas das principais
causas da perda auditiva poderiam ser evitadas ou suas sequelas diminuídas, se ocorressem, precocemente, medidas de
identificação, diagnóstico e reabilitação. A identificação e a reabilitação precoces da deficiência auditiva são essenciais para
o desenvolvimento da fala, da linguagem e outras funções cognitivas durante a idade escolar. Analise as afirmativas a seguir.
I. As etiologias mais recorrentes da perda auditiva foram intituladas em seis grupos principais: adquiridas no período neonatal;
infecção neonatal congênita; genéticas sindrômicas e genéticas não sindrômicas; neuropatia auditiva; indeterminada (após
exclusão das outras causas de perda auditiva); e, outras anomalias de orelha interna e etiologias centrais. As anomalias de
ouvido se consolidam após o nascimento e acometem apenas a orelha interna. Por esse motivo, há maior prevalência de
perdas auditivas sensorioneurais.
II. Os principais fatores etiológicos da perda auditiva têm prevalência variável, pois são diretamente influenciados pelo
desenvolvimento socioeconômico, etnia e região de um determinado país. Em países desenvolvidos, a maioria dos casos de
perda auditiva é de natureza genética, que compreende as formas sindrômicas e as formas não sindrômicas. Os demais
casos estão relacionados a doenças infecciosas ou secundárias a eventos neonatais. A realidade é diferente nos países em
desenvolvimento, onde, apesar das melhorias no cuidado neonatal e programas de imunização, condições relacionadas ao
período neonatal e infecções ainda são causas muito comuns de perda auditiva.
III. Pesquisas mostram a existência de um período crítico nos primeiros anos de vida para a aquisição da linguagem. A ausência
de estimulação auditiva adequada na infância, pode impedir o total desenvolvimento e amadurecimento das vias auditivas
centrais. A alta prevalência da perda auditiva resulta em um grande impacto sociocultural, uma vez que interfere significativamente nos processos de apropriação da linguagem oral e escrita. A limitação do acesso à oralidade, por si só, requer
inúmeras adaptações nas diversas relações sociais e familiares.
Está correto o que se afirma apenas em