O processo de ampliação e redefinição da redução de danos
como um novo paradigma ético, clínico e político para a política
pública brasileira de saúde de álcool e outras drogas implicou no
enfrentamento e em embates com as políticas antidrogas que
tiveram suas bases fundadas no período ditatorial. Essas políticas
atuais identificam impasses político-institucionais que colocam
desafios para a continuidade do movimento que impulsionou a
prática de redução de danos que, ao longo dos anos, vem
ganhando novos contornos e novas direções.
A redução de danos foi adotada como estratégia de saúde pública
pela primeira vez, no Brasil,