A Ergonomia visa à adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores
que, de acordo com os estudiosos dessa área do conhecimento, inclui
A a resistência em alterar procedimentos, ritmo e
cadência na atividade que executa, fazendo com
que rejeite quaisquer estímulos, sejam pecuniários
ou de outra espécie, para aumento de produtividade sem, antes, considerar possíveis impactos em
seu sistema musculoesquelético.
B o fato de suas capacidades sensitivas e motoras
se modificarem com o processo de envelhecimento, gerando perdas eventuais que são amplamente
compensadas por melhores estratégias de percepção e resolução de problemas desde que possa
acumular e trocar experiências.
C a dificuldade do ser humano de se organizar coletivamente para promover o gerenciamento de uma
carga de trabalho, em face da importância da competitividade como atributo para seu reconhecimento
como membro de um coletivo de trabalhadores.
D o individualismo, característica da espécie, que leva
a extrema divisão do trabalho e a imposição de uma
carga individual parecerem razoáveis e leve os trabalhadores a abdicarem de quaisquer mecanismos de
regulação coletiva da carga de trabalho.
E a falta de compromisso com as estruturas de produção nas quais está inserido, sentindo-se desconfortável em participar de iniciativas de colegas, supervisores e chefias para a discussão coletiva dos problemas
relacionados ao seu trabalho.