O tomate com fins industriais não envolve alguns tratos culturais que são necessários
para o tomate de mesa, como tutoramento e amarrio. Em contrapartida, deve-se ter um forte controle
das condições fitossanitárias da área, pois em função do seu cultivo ser rasteiro, cria-se um microclima
bastante favorável à incidência de pragas e doenças, principalmente ao se considerar condições de
altas temperaturas. Sobre os tratos culturais para o tomate de mesa, é INCORRETO afirmar que:
A Capação: consiste na eliminação dos brotos laterais das hastes, realizada em materiais de hábito
de crescimento tanto determinado como indeterminado. Com a capação, tem-se controle do
crescimento da planta, pouco interferindo na floração e frutificação, limitando apenas o número de
pencas e não alterando o tamanho dos frutos.
B Amarrio: é realizado com um fitilho de polietileno, não deve causar o estrangulamento do caule e
tem que garantir a correta condução da planta. Geralmente faz-se cerca de cinco a seis amarrios
até o topo. Existem ferramentas que facilitam a operação de amarrio por serem de fácil utilização,
como o alceador.
C Desbrota: consiste na eliminação dos brotos quando estes estão com 2 a 5 cm laterais que surgem
nas axilas de cada folha, realizando a sua quebra. O objetivo é reduzir o número de ramos na
planta e, consequentemente, a competitividade por assimilados das pencas, sendo muito funcional
para facilitar a aeração e o controle fitossanitário.
D Raleio de frutos: é indicado para reduzir, entre eles, a competitividade por assimilados na planta.
São deixados na planta os frutos com maior potencial para bom desenvolvimento. O número de
frutos deixados por penca depende do grupo em questão.
E Tutoramento: a prática de tutoramento do tomateiro para consumo in natura é fundamental para
assegurar maior qualidade do fruto, tanto por fatores diretos como indiretos (maior aeração, menor
incidência de problemas causados por doenças e pragas, maior facilidade de controle fitossanitário,
evitar pisoteio de frutos, etc.).