As seguintes condições clínicas fazem parte da atuação fonoaudiológica e ocorrem conforme graus
variados de incidência. Analise as informações acerca de cada uma e marque a alternativa na qual todo o
conteúdo é condizente com a patologia apresentada.
A A Disartria caracteriza-se como um problema motor de fala, a qual tende a se apresentar de forma
espasmódica, imprecisa e monótona. Pode ser decorrente de lesões no cerebelo, gânglios da base e/ou
tronco cerebral; essas lesões podem ter como causas: doenças degenerativas, traumatismo craniano,
tumores cerebrais, acidentes vasculares cerebrais ou infecções.
B A Afasia é um transtorno da linguagem decorrente de lesão neurológica que se caracteriza pela perda
total ou parcial das habilidades comunicativas orais e/ou escritas nos aspectos receptivos e expressivos.
A avaliação deve prever: fluência e compreensão do discurso, habilidades de nomeação de objetos e
gravuras, capacidade de repetição, além das funções de leitura e escrita. Apenas na Afasia de Wernicke
não está indicada a atuação fonoaudiológica, já que a pessoa apresenta discurso fluente.
C A Gagueira é caracterizada pela interrupção na fluência verbal manifestada por repetições ou
prolongamentos de fonemas e sílabas. A taxa de prevalência é de 1% da população mundial, acometendo
de forma mais significativa a classe social média. Também se observa que as meninas são cerca de
quatro vezes mais propensas do que os meninos a não se recuperar espontaneamente dessa condição
clínica.
D A Disfonia caracteriza-se por qualquer dificuldade na emissão que impeça e/ou dificulte a transmissão
das mensagens verbais e emocionais do indivíduo. Estudos evidenciam que adequadas condições de
saúde geral são importantes para a manutenção de uma qualidade adequada da voz. O tratamento das
disfonias orgânicas é da competência do fonoaudiólogo, que deve diagnosticar os casos clínicos e
intervir por meio dos exercícios, os quais são considerados como recursos principais para a superação
das dificuldades vocais.
E O Mutismo Seletivo é classificado como um transtorno da ansiedade que se manifesta a partir dos três
anos de idade, sendo mais comum em meninas do que em meninos. O tratamento fonoaudiológico é
prioritário, já que as crianças utilizam modos alternativos de comunicação, como gestos, cochichos, fala
monossilábica e escrita para expressar suas intenções, porém, deve ser realizado conjuntamente com o
tratamento psiquiátrico.