Microfones são transdutores, ou seja, convertem a energia acústica em energia elétrica. Miguel
Ratton, especialista em áudio, divide os microfones em duas categorias: microfones dinâmicos e
capacitativos (ou condensadores). Os microfones
condensadores podem ser definidos como:
A microfones que são acoplados a superfícies
lisas e constituídos por uma simples placa de
metal e um diafragma. Ao refletir na parte frontal dessa placa, o diafragma reage às diferentes pressões sonoras gerando um sinal que
é enviado a uma bateria antes de chegar ao
aparelho, que, por sua vez, reconverte o sinal
para que possa ser armazenado.
B uma analogia do ouvido humano, ou seja, têm
uma parte acústica interna e uma parte elétrica interna. A parte externa é constituída de
um diafragma que reage à pressão sonora. Os
movimentos do diafragma permitem converter
o som em impulso elétrico dentro do microfone. Não há necessidade de alimentação de
energia externa.
C microfones de baixo custo de fabricação,
nos quais as variações de pressão sonora
movimentam uma fita de alumínio através
do fluxo do campo magnético, induzindo,
assim, uma voltagem na fita proporcional em
amplitude, mas não proporcional às frequências e ao sinal acústico. O movimento da fita
é resultado da diferença de pressão entre as
partes frontal e traseira do microfone.
D microfones que usam uma técnica de construção baseada em um capacitor variável em
que o diafragma é posicionado próximo a uma
placa metálica. Entre o diafragma e a placa há
uma carga elétrica fixa alimentada por uma
fonte externa. A pressão do ar faz o diafragma
se mover criando uma variação de voltagem
que representa o evento sonoro.
E os mais portáteis para uso em situações de risco, pois são construídos com materiais resistentes, como aço e platina, que formam placas não
magnetizadas na parte interna do microfone. Por
não estarem magnetizadas, as placas se movem
livremente criando uma analogia do som, que é
transformada em energia elétrica pela interpretação da amplitude dos movimentos das placas.