É mais ou menos consensual no âmbito das ciências sociais que
a palavra “positivismo” tenha em alguns momentos um significado negativo, assim como já possuiu um significado positivo.
Acompanhar a mudança de valoração dessa palavra é historiar
uma parte importante da história das ciências sociais no Brasil e
no mundo ao longo do século XX e início do século XXI. Por outro
lado, o conteúdo desse “positivismo” não é algo consensual
nem muito menos preciso, variando desde a equivalência à
reação política da burguesia (com Lênin) até à razão instrumental que desumaniza (com a Escola de Frankfurt). Ainda afirma-se que o positivismo jurídico, o comportamentalismo psicológico, o positivismo na História são variações, ou melhor, aplicações do positivismo original, vinculado à filosofia e à sociologia.
(TISKI, Sérgio. 2007. A questão da moral em Augusto Comte. Londrina:
UEL.)
Em quaisquer dessas hipóteses, a origem do “positivismo”
é atribuída ao francês Augusto Comte (1798-1857), autor de
várias publicações consideradas de muito valor. Dentre as
suas ideias, encontra-se a afirmação de que: