José Carlos é um adolescente trans branco de 17
anos, solteiro, estudante do Ensino Médio no turno
noturno, que vem à consulta com você hoje pela
primeira vez, acompanhado da mãe. Ela relata que o
filho sempre foi muito tímido, mas que no último ano
começou a sair mais de casa. Entretanto, nos últimos
3 meses, a frequência com que sai de casa aumentou
bastante, além de estar chegando sempre tarde. Não
é raro que ele apareça agitado, com olhos
arregalados, ofegante, irritado e até mesmo
paranoico - a mãe chegou a presenciar crises sérias
de ansiedade algumas vezes. Ela relata que, no dia
seguinte, ele acorda no meio da tarde, letárgico e
desanimado, e assim permanece até a hora de ir para
a escola. A mãe teme que ele possa estar tendo
problemas com dinheiro, pois recentemente vendeu
seus vídeo-games e computador pela internet, mas
ele não se abre muito com ela. Quando você pede a
José Carlos a sua versão dos fatos, ele diz que anda
estressado com algumas coisas, mas veio à consulta
apenas para agradar a mãe insistente.
Diante do quadro apresentado, qual seria a conduta
mais adequada?