Morre Elizabeth II, a rainha que uniu os britânicos em
crises, guerras e dilemas da monarquia
Dezenas de milhões de britânicos sentem-se órfãos. A morte
da rainha Elizabeth, aos 96 anos, marca o fim de uma era. Em
um país cada vez mais polarizado, Elizabeth Alexandra Mary
Windsor era ponto pacífico, a face que ainda unia a grande
maioria da população: ricos e pobres, monarquistas e até
alguns republicanos. Seu reinado — o mais longevo da História britânica — durou sete décadas e sete meses. Atravessou
o fim progressivo do império, o período da Guerra Fria, sucessivas crises políticas e econômicas, a entrada e a saída da
União Europeia, uma pandemia global.
(Morre Elizabeth II, a rainha que uniu os britânicos em crises, guerras e
dilemas da monarquia | Mundo | O Globo.)
Com a morte da Rainha Elizabeth II, aciona-se a questão sucessória, que coloca no trono o seu filho primogênito e antigo
príncipe de Gales, Charles, 73 anos, ao lado da atual mulher
dele, Camilla Parker-Bowles, 75 anos. Em uma monarquia
constitucional e parlamentar, como é o caso da Inglaterra, o
Rei (ou Rainha):