O mais importante documento de denúncia sobre crimes de
violações de direitos dos indígenas — o Relatório Figueiredo — foi
produzido pelo próprio Estado em 1967, e ficou desaparecido
durante 44 anos, sob a alegação oficial de que havia sido destruído
num incêndio. O relatório foi encontrado quase intacto em 2013,
com 5 mil páginas e 29 tomos — das 7 mil páginas e trinta tomos
da versão original. (...) O resultado é estarrecedor: incluiu relatos
de dezenas de testemunhas, apresentou centenas de documentos e
identificou cada uma das violações que encontrou: assassinatos,
prostituição de índias, sevícias, trabalho escravo, apropriação e
desvios de recursos do patrimônio indígena.
Lilia Moritz Schwarcz; Heloísa M. Starling. Brasil: uma biografia. São
Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 463 (com adaptações).
O Relatório Figueiredo foi produzido pelo procurador Jader de
Figueiredo Correia, a pedido do então Ministro do Interior
brasileiro, o engenheiro militar Afonso Augusto de Albuquerque
Lima, e continha relatos do período compreendido entre as décadas
de 40, 50 e 60 do século passado. Acerca da política indigenista
estabelecida durante o regime militar no Brasil, assinale a opção
correta.