É importante destacar que o modelo de família
neoliberalista tem sua parcela de responsabilidade à falta
de limites aos filhos. Os pais exacerbados com seu
trabalho acabam se culpando por não dedicar o tempo
necessário para educar seus filhos para que possam
oferecer uma formação consolidada por valores éticos e
morais. Segundo LUCINDA, M.C., em Escola e Violência :
A [...] a indisciplina foi considerada a grande praga
do final do século passado para a educação
brasileira (XX) e a violência, o seu efeito mais nefasto.
Infelizmente, o problema continua, e a tal ponto que
passou a ser visto como produto de uma doença de
nome pomposo chamado hiperatividade. Na verdade,
a moda agora é dizer que determinadas crianças e
adolescentes são hiperativos.
B [...] tais violências disputam cada vez mais espaço
com a família, com a escola e com as outras agências
socializadoras na educação de nossas crianças e dos
nossos adolescentes. Elas se mostram inclusive mais
intoleráveis, não só na transmissão de valores, mas,
sobretudo, na “formatação” da cabeça de nossas
crianças.
C [...] uma das vertentes mais trabalhadas nos estudos
sobre a violência é, sem dúvida, a sua relação com a
desigualdade social, no entanto, não se pode afirmar
que a pobreza constituía o único fator explicativo da
violência na sociedade. A pobreza isoladamente não
explica a perda de referenciais éticos que sustentem
as interações entre grupos e indivíduos.
D [...] de origem inglesa, adotada em muitos países
para definir o desejo consciente e deliberado de
maltratar outra pessoa e colocá-la sob tensão; termo
que conceitua os comportamentos agressivos e
antissociais, utilizado pela literatura psicológica
anglo-saxônica nos estudos sobre o problema da
violência escolar.