O perfil epidemiológico de algumas doenças bucais no Brasil tem apresentado mudanças. Dados do SBBrasil (2010) e do INCA(2019)
apontam informações importantes que refletirão nas medidas a serem adotadas para seus enfrentamentos. Sobre a prevalência da cárie,
doença periodontal e câncer de boca podemos dizer que
A os resultados do Projeto SB Brasil 2010 indicam que, segundo a classificação adotada pela OMS, o Brasil saiu de uma condição de
média prevalência de cárie em 2003 (CPO entre 2,7 e 4,4) para uma condição de baixa prevalência em 2010 (CPO entre 1,2 e 2,6).
B no que diz respeito às condições periodontais avaliadas pelo Índice Periodontal Comunitário (CPI), em termos populacionais, tais
problemas aumentam, de modo geral, com a idade. Os resultados do Projeto SB Brasil 2010 indicam que o percentual de indivíduos
sem nenhum problema periodontal foi de 63% para a idade de 12 anos, 50,9% para a faixa de 15 a 19 anos e para os adultos de 35 a
44 anos e 42% nos idosos de 65 a 74 anos. Isso revela um incremento de doença periodontal entre indivíduos adultos e idosos.
C o câncer da cavidade bucal em homens é o quarto mais frequente na Região Norte (13,77/100 mil). Isso se deve à maior exposição
solar dos trabalhadores da região.
D a Região Norte foi onde se identificou o maior percentual de adultos com cálculo (30,5%) e com bolsas (21,7%), sendo 16,7% rasas.
Na Região Sudeste, foi identificado o menor número de adultos com todos os sextantes hígidos (8,3%). Mais da metade dos adultos
dessa região tinha o maior número de sextantes excluídos (53,9%), denotando um alto índice de extrações dentárias.
E estima-se 11.200 casos novos de câncer de cavidade bucal em mulheres e 3.500 em homens para cada ano do biênio 2018-2019.
Isso reflete a inversão da prevalência entre homens e mulheres pela maior exposição destas aos fatores de risco.