As fissuras labiopalatinas são malformações congênitas de origem multifatorial que envolvem condições genéticas e
ambientais. Ocorrem devido ao não fusionamento dos processos craniofaciais embrionários que originam palato primário e
secundário, que deveriam acontecer entre a 4ª e a 12ª semanas de gestação. Sobre as fissuras labiopalatinas, analise as
afirmativas a seguir.
I. As fissuras labiopalatinas têm etiologia multifatorial, associada ou não aos fatores de hereditariedade e aos aspectos clínicos
maternos como estresse, infecções, medicamentos e/ou irradiações. A classificação das fissuras labiopalatinas envolve
características anatômicas e a região acometida. Considera-se o forame incisivo como referência morfológica e embrionária,
podendo ser classificadas em pré, pós ou transforme incisivo. Podem ser, ainda, unilaterais ou bilaterais, completas ou
incompletas.
II. A amamentação do recém-nascido com fissuras labiopalatinas tende a ser mais laboriosa, prolongada, com pouca extração
de leite. Frequentemente são observadas dificuldades na pega da mama, associadas a não oclusão do lado fissurado, com
escape do mamilo ou parte da aréola. Dessa forma, a pressão intraoral torna-se menos negativa, fazendo com que a mamada
provoque cansaço e irritabilidade ao bebê.
III. Em relação à fala, podem ser observados movimentos compensatórios na tentativa de aumentar a nasalidade, podendo
ocorrer modificações nas mímicas faciais e dilatação das narinas durante a fala de forma intencional, visando à utilização
dos músculos faciais na tentativa de aumentar as dimensões da abertura das narinas e expandir o fluxo aéreo nasal.
Está correto o que se afirma em