Protestos e violência marcam inauguração da sede do Banco Central Europeu
A inauguração da sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt, na Alemanha, uma construção de 1,3 bilhão de euros (R$ 4,5 bilhões), levou milhares de manifestantes às ruas hoje (18 de março) em um violento protesto. Houve confronto entre a polícia e os manifestantes, que quebraram vidraças, incendiaram carros e fizeram barricadas de pneus e contêineres de lixo.
(EBC, 18 mar.15. Disponível em: <
http://goo.gl/ItIZPf > Adaptado)
As manifestações foram
A contra a troica, composta pelo Banco Central Europeu, pela Comissão Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, que tem a tarefa de monitorar o cumprimento das condições impostas nos acordos de resgate financeiros, e que tem sido acusada de favorecer o capital em detrimento dos interesses do povo europeu.
B contra a União Europeia, considerada pelos alemães a culpada pela crise econômica vivida pela Europa desde 2008, além de ser vista como deficitária no país, pois os impostos arrecadados na Alemanha revertemse em gastos e investimentos nos países menos desenvolvidos da Zona do Euro.
C a favor da restauração do Marco Alemão, a moeda alemã que antecedeu o Euro e que dava mais liberdade para a Alemanha na definição da sua política monetária, permitindo ao país desvalorizar a moeda ou alterar a taxa de juros, a depender das condições macroeconômicas e do cenário econômico global.
D críticas às consequências das políticas econômicas impostas pelo Banco Central Europeu que têm levado ao aumento de gastos por parte dos Estados europeus, cada vez mais comprometidos com o financiamento de grandes empreendimentos econômicos e pouco preocupados com a economia de recursos.
E a favor das políticas de ajuste fiscal que foram impostas pelos países da Zona do Euro às economias menos desenvolvidas, mas que têm sido repensadas pelo Banco Central Europeu, mais propenso a estabelecer políticas desenvolvimentistas que terão como consequência o aumento da inflação na Europa.