“Contrariamente às expectativas de erradicação das
doenças infecciosas, constata-se a emergência, mundial,
de doenças desconhecidas para a ciência ou consideradas
erradicadas ou sob o controle dos serviços de vigilância
epidemiológica”, diz Márcia Grisotti em um artigo publicado
10 anos antes da pandemia de Covid-19.
Sobre epidemias e pandemias infecciosas é correto afirmar,
EXCETO, que:
A epidemias permitem desvelar e compreender as múltiplas faces de sociedades, em geral, justas e iguais.
Sendo fenômenos de ordem natural, elas não possibilitam a análise das contingências, da pluralidade
de possibilidades e dos interesses, somente da diversidade de escolhas individuais.
B para nos prepararmos para prováveis emergências
sanitárias no futuro, torna-se essencial o fortalecimento
de pesquisas interdisciplinares especialmente atentas
às interrelações de sistemas naturais e sociais. A
pandemia de Covid-19 demonstrou cabalmente quão
ultrapassada se tornou essa divisão.
C as respostas de saúde pública às epidemias e pandemias, em cada época e local, refletem não apenas as
teorias e os conhecimentos prevalentes e que explicam
estes fenômenos, mas também desvendam o caráter
mais ou menos autoritário e intervencionista do Estado
e as orientações políticas dos seus governantes.
D a pandemia do COVID-19 causou uma profunda crise
que mudou a dinâmica econômica, social, política e
cultural do mundo em poucas semanas. Diante dessa
crise, os governos responderam de diferentes maneiras
e essas diferenças expressaram opções de políticas
públicas.
E a pandemia de Covid-19 tornou incontornável a constatação de uma profunda mudança nas relações entre
espaço, tempo e doenças infecciosas, algo que vem
sendo apontado desde a década de 1980. Percebeu-se que o mundo estava mais vulnerável à ocorrência
e à disseminação global, tanto de doenças conhecidas
como novas.