Segundo Ana Cecília P. R. Marques, Marcelo R. Araújo,
Ronaldo Laranjeira e Marcos Zaleski, citados por Analice
Gigliotti e Angela Guimarães (2010) , com relação à Síndrome
de Abstinência do Álcool (SAA), é correto afirmar que:
A 70 a 90% dos dependentes de álcool apresentam síndrome
de abstinência entre leve e moderada, caracterizada por
tremores, insônia, agitação e inquietação psicomotora.
Nesses casos, apenas medidas de manutenção geral dos
sinais vitais são aplicadas.
B o indivíduo com SAA nível II se encontra psicologicamente
orientado no tempo e no espaço, apresentando leve
ansiedade, sendo o contato com o profissional de saúde
preservado e o juízo crítico da realidade mantido.
C o tratamento da SAA nível I é obrigatoriamente hospitalar,
em razão do estado confusional do paciente, da
presença frequente de complicações clínicas associadas,
da necessidade de exames laboratoriais de controle e de
manejo da dose dos medicamentos.
D a SAA nível II se instala em 90% dos pacientes, e cursa
com agitação, ansiedade, tremores leves de extremidades,
sudorese em surtos, alteração do sono, da percepção sensorial,
do humor, do relacionamento interpessoal e do
apetite, além de aumento da frequência cardíaca, do
pulso e da temperatura. Alucinações são raras.
E somente a cessação da ingestão aguda de álcool pode
levar a um conjunto de sinais e sintomas de desconforto
definidos pela Classificação Internacional de Doenças
(CID-10) como Síndrome de Abstinência do Álcool.