A Primavera Árabe foi uma série de protestos de rua que aconteceram nos países
árabes do norte da África e no Oriente Médio, a partir de 2010. O contexto político era caracterizado
pela repressão, insatisfação popular, perda de direitos fundamentais, altos níveis de desemprego,
corrupção e pobreza. Qual alternativa apresenta o fato considerado o estopim para a proliferação
desses protestos, que resultaram em diversas mudanças políticas no chamado Mundo Árabe?
A O golpe militar na Síria, que causou a queda do presidente Bashar Al Asad, gerou revolta na
população, que clamava por democracia e pelo direito de escolher seus governantes. Os protestos
que ali surgiram foram exemplo para outros países do Oriente Médio e Norte da África, que também
organizaram grandes manifestações clamando por um modelo político mais democrático.
B A prisão do ativista político Mohammed Bouazizi, na Tunísia, gerou uma onda de protestos pedindo
sua liberdade. A pressão obteve sucesso e Bouazizi foi libertado, o que gerou incentivo entre a
população de outros países da região, causando uma onda de protestos pedindo reformas na
política, na economia e nos costumes.
C As tentativas de paz de Israel e Palestina levaram grupos radicais israelenses e palestinos ao total
descontentamento, já que estes não aceitavam nenhum tipo de acordo. O posicionamento dos
árabes na situação gerou uma onda de revoltas difusa na região, mudando o funcionamento político
de vários países do chamado Mundo Árabe.
D A morte de jovens, em um protesto realizado no Egito que pedia liberdade religiosa dentro do país,
causou uma onda de revolta em todos os países da região. Essa revolta gerou uma série de
protestos, organizados em fóruns secretos, espalhados para internet.
E Tudo começou com um vendedor de frutas tunisiano, Mohamed Bouazizi, de 26 anos. Bouazizi,
após ter seus produtos confiscados pela polícia local e, sem sucesso, tentar recuperá-los, em um
ato de desespero, ateou fogo em si mesmo, em um protesto na frente da sede do governo. Com a
ajuda da internet e das mídias sociais, a notícia de seu gesto espalhou-se como o fogo em seu
corpo — e rapidamente transformou-se em protestos contra o desemprego e a corrupção na
Tunísia.