As doenças infecciosas e parasitárias têm grande importância para a saúde pública por estarem diretamente
associadas à pobreza e a condições de vida inadequadas.
No Brasil, apesar do declínio da morbimortalidade desde
a década de 1960, essas doenças persistem. (SOUZA et
al., 2020) Sobre as principais doenças infeciosas crônicas
no Brasil, pode-se afirmar que:
A a tuberculose ainda é um problema de saúde pública
que vem preocupando as autoridades da área da
saúde. É um dos agravos de saúde influenciado por
determinantes sociais e demonstra relação direta com
a pobreza e a exclusão, no qual o estigma tem sido
considerado um indicador importante desta relação. A
dinâmica familiar na tuberculose não é uma questão
recente. Hoje se sabe que o doente e a família convivem com o medo da exclusão social.
B no Brasil, o tratamento aos acometidos pela hanseníase
é fornecido exclusivamente pelo Sistema Único de
Saúde e dura entre 6 e 12 meses. Como doença conhecida, com terapêutica comprovadamente eficaz, ela
não é mais considerada problema de saúde pública.
Os esforços para acabar com o estigma e a discriminação dos doentes foram suficientes para auxiliar a
erradicação da doença.
C considerada mundialmente um importante problema de
saúde pública, as hepatites virais são diagnosticadas na
maioria das pessoas em estágio avançado, e acomete
grupos com maior vulnerabilidade ao risco de infecção,
com desigualdade no acesso aos serviços de saúde
que ofertam testagem, exames e programas de prevenção. No Brasil, ainda não existe nenhuma política
ou estratégia de enfrentamento desse agravo.
D apesar de todo o empenho para a eliminação da
hanseníase, o Brasil é o segundo país em número
de casos no mundo. A sua história é marcada por um
longo período de isolamento compulsório em locais que
eram conhecidos como leprosários ou colônias. Seus
funcionamentos, no entanto, eram bastante distintos
das chamadas instituições totais.
E no Brasil, é inequívoca a persistência da sífilis como
problema de saúde pública, diante da limitação de
acesso a diagnóstico e tratamento adequados na rede
de atenção do SUS. Apresenta decrescente prevalência em populações vulnerabilizadas, assim como na
transmissão vertical e sífilis congênita.