A raiva é uma zoonose viral de alta letalidade que afeta
mamíferos, incluindo seres humanos. O vírus causador
pertence à família Rhabdoviridae e ao gênero
Lyssavirus. A principal via de transmissão ocorre através
da mordida de animais infectados, pois o vírus está
presente na saliva e pode ser inoculado diretamente no
organismo da vítima. Além disso, arranhaduras e contato
da saliva com mucosas ou feridas abertas também
podem representar risco de infecção. Em áreas urbanas,
os cães e gatos são os principais transmissores,
tornando a vacinação obrigatória desses animais uma
estratégia fundamental para o controle da doença. Já em
ambientes rurais, morcegos hematófagos (Desmodus
rotundus) representam um grande risco, podendo
transmitir a raiva para bovinos, equinos e outros animais
de produção. O diagnóstico da raiva em animais é feito
exclusivamente por exames laboratoriais post-mortem,
com análise do tecido encefálico. Um médico veterinário
foi chamado para avaliar um caso suspeito de raiva em
um cão que apresentava sinais neurológicos, como
salivação excessiva, agressividade e dificuldade para
engolir. Diante desse cenário, qual das alternativas
apresenta a conduta correta?