A noção de historicidade e a valorização do passado remonta
ao séc. XV, quando houve interesse crescente pelas obras da
Antiguidade. Mas foi somente a partir do século XVIII, com o
Iluminismo, que a noção de História, entendida como é hoje,
ganhou forma. A França de fins do século XVIII e início do XIX,
no período pós-revolucionário, apresentava um quadro de
desolação do seu patrimônio artístico.
Também na Inglaterra, as profundas e aceleradas
modificações geradas pela recente industrialização
contribuíram para o nascimento de um sentimento de
preservação, diante das reais ameaças de perda e de
obsolescência.
Esses movimentos, somados à consolidação da noção de
monumento como documento histórico, deram origem a uma
nova maneira de encarar a herança cultural, que resultou nos
movimentos de preservação e de restauração de
monumentos.
A partir do texto, analise os conceitos apresentados a seguir.
I “Uma só coisa deve ser evitada a todo custo do ponto de
vista do valor de antiguidade: a intervenção arbitrária da
mão do homem no estado do monumento. Não se deve
nem acrescentar, nem eliminar, sem substituir aquilo que
se alterou no decorrer dos anos sob a ação das forças
naturais, assim como não se devem suprimir acréscimos
que alteraram a forma original.”
II “A palavra e o assunto são modernos. Restaurar um
edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é
restabelecê-lo em um estado completo que pode jamais
ter existido em um dado momento.”
III “O restauro constitui o momento metodológico do
reconhecimento da obra de arte, na sua consistência
física e na sua dupla polaridade estética e histórica, com
vistas à sua transmissão ao futuro”
IV “Nem pelo público, nem por aqueles que são
responsáveis por monumentos públicos, o verdadeiro
sentido da palavra restauração é entendido. Significa a
mais total destruição após a qual nenhum remanescente
pode ser reunido; uma destruição acompanhada de uma
falsa descrição do objeto destruído.”