O Modelo Estrutura-Conduta-Desempenho (ECD) é um
paradigma que se contrapõe à teoria microeconômica neoclássica para o estudo do comportamento das empresas
e do mercado.
Relativamente às implicações desse modelo, verifica-se
que,
A
em um mercado oligopolizado, considerando-se a
visão dinâmica do modelo ECD, as empresas se
comportam de forma colusiva para determinar seus
preços, de modo a extrair o máximo de excedente,
reagindo às estruturas dadas dos mercados e não rivalizando diretamente com as demais empresas.
B
em concorrência perfeita, considerando-se a versão
estática do modelo ECD, a análise das condutas ou
das estratégias das empresas é supérflua, dado que
as informações fornecidas pela estrutura são suficientes para prever ou induzir o comportamento adequado
das empresas.
C
em mercados competitivos, considerando-se uma visão
dinâmica do modelo ECD, as pequenas empresas não
são capazes de introduzir inovações que provoquem
disrupturas em suas condições básicas de oferta.
D
em um mercado de concorrência perfeita, considerando-se a visão dinâmica do modelo ECD, as empresas
não têm condições individuais de influenciar a concorrência e se comportam de acordo com os sinais emitidos pelo mercado, ajustando seus custos para não ter
prejuízo.
E
em estruturas oligopolizadas, as grandes empresas
são capazes de introduzir inovações apenas na visão
dinâmica do modelo ECD, mas não em uma visão estática tradicional desse modelo.