As Reformas Sanitária e Psiquiátrica no Brasil apontam um novo caminho na perspectiva do cuidado
das pessoas com sofrimento psíquico, a exemplo da constituição dos Centros de Atenção Psicossocial
(CAPS), assim como uma nova postura da família que as abriga e cuida, considerando o aumento da
proximidade e do convívio, não só no contexto familiar, mas também com a comunidade em que vivem.
Sobre o cuidado às pessoas com sofrimento psíquico, é correto afirmar que
A a inclusão da família no tratamento da pessoa com sofrimento psíquico, com o apoio e intervenção
dos serviços de saúde, não solicita, permanentemente, processos e momentos que envolvam trocas
de informações com a equipe de saúde, participação na definição de mudanças no tratamento, que
se façam necessárias, e debate em torno de temáticas atinentes à saúde mental.
B a tendência da nova visão acerca da saúde mental prima pelo entendimento da pessoa, em sua
totalidade, como um ser que sofre, passa por transformações, nem sempre livres de traumas,
decorrentes do luto, carência afetiva, doenças, dentre outros motivos, que levem o indivíduo a
requerer ajuda, podendo esta última, encontrar-se na criação e fortalecimento de vínculos entre
aquele que apresenta o sofrimento psíquico, a sua família e a comunidade em que se encontra
inserido.
C o novo modelo de atenção à saúde mental defende que à medida que a família assume o cuidado
com o seu familiar, que apresenta sofrimento psíquico, as crises que venham a ocorrer já poderão
ser contornadas pela própria família e respectiva comunidade, sem requerer o apoio e atendimento
por parte dos serviços de saúde.
D os CAPS compõem uma política de reorientação da atenção em saúde mental, com abrangência
nacional, sem possuir vinculação com os governos estaduais e municipais.
E os novos serviços de atenção à saúde mental buscam integrar a cidadania e a valorização da
participação da família no tratamento, sem que, para tal, se torne necessário promover o processo
de desmistificação da loucura junto à comunidade.