“entendemos a experiência clínica como a devolução do
sujeito ao plano da subjetivação, ao plano da produção que é
plano do coletivo. O coletivo, aqui, bem entendido, não pode
ser reduzido a uma soma de indivíduos ou ao resultado de um
contrato que os indivíduos fazem entre si. Coletivo diz respeito
a este plano de produção, composto de elementos heteróclitos
e que experimenta, todo o tempo, a diferenciação. Coletivo é
multidão, composição potencialmente ilimitada de seres
tomados na proliferação das forças. No coletivo não há,
portanto, propriedade particular, pessoalidades, nada que seja
privado, já que todas as forças estão disponíveis para serem
experimentadas. É aí que entendemos se dar a experiência da
clínica: experimentação no plano coletivo, experimentação
pública.” (BENEVIDES, 2005).
Considerando o que foi dito pela autora, diga a qual tipo ela
está se referindo no parágrafo a seguir:
"se tomamos a Psicologia como campo de saber voltado para
os estudos da subjetividade e se esta é entendida como
processo coletivo de produção resultando em formas sempre
inacabadas e heterogenéticas, é impossível separar, ainda que
distinções haja, a clínica da política, o individual do social, o
singular do coletivo; os modos de cuidar dos modos de gerir; a
macro e a micropolítica. Fazer política pública – e o SUS é
fundamentalmente política pública, porque de qualquer um -,
é tomar esta dimensão da experiência coletiva como aquela
geradora dos processos singulares. Neste sentido, pensar a
interface da Psicologia com o SUS se dará exatamente por este
ponto conector: os processos de subjetivação se dão num
plano coletivo, plano de multiplicidades, plano público. O SUS,
enquanto conquista do povo brasileiro, da humanidade, se faz
como política pública de saúde.”