O evento
“O pai lia o jornal – notícias do mundo. O telefone tocou tirrim-tirrim. A mocinha,
filha dele, dezoito, vinte, vinte e dois anos, sei lá, veio lá de dentro, atendeu: ‘Alô. Dois
quatro sete um dois cinco quatro. Mauro!!! Puxa, onde é que você andou? Há quanto
tempo! Que coisa! Pensei que tinha morrido! Sumiu! Diz! Não!?! É mesmo? Que
maravilha! Meus parabéns!!! Homem ou mulher? Ah! Que bom!... Vem logo. Não vou sair
não’. Desligou o telefone. O pai perguntou: ‘Mauro teve um filho?’ A mocinha respondeu:
‘Não. Casou’.”
MORAL: JÁ NÃO SE ENTENDEM OS DIÁLOGOS COMO ANTIGAMENTE(FERNANDES, Millôr.
Evento. In: FÁVERO, L. L. Coesão e coerência textuais. 11. ed. São Paulo: Ática, 2006. p. 78-79.)