Na perspectiva da Terapia Ocupacional, crianças são consideradas com atraso ou desvio no
desenvolvimento quando não são capazes de se engajar ou desempenhar uma ocupação, ou seja,
realizar tarefas com um propósito dentro de um ambiente, apresentando transtornos no desempenho
ocupacional (PARLISANO, LAURIE e ORLIN, 2004). Sobre o atraso e os testes utilizados na avaliação
de crianças a fim de identificar atraso no desenvolvimento é correto afirmar o seguinte:
A A Bayler Scale of Inafant Desvelopment – BSID II, em sua versão mais atual, tem como objetivo avaliar o desenvolvimento de bebês e crianças de 1 mês a 12 anos, sendo constituído por duas escalas: a escala mental e a escala motora, sendo útil para diagnosticar atrasos no desenvolvimento e servindo como suporte para o planejamento da intervenção. A principal crítica a esse instrumento é a falta de itens que avaliem os aspectos comportamentais da criança.
B o PEDI – Pediatric Evaluantion of Disability Interventory –, a WEnFIM – Functional Independence Measure for Children – e a SIB-R – Scale of Independent Behavior – são instrumentos utilizados por terapeutas ocupacionais com objetivo de avaliar o desempenho da criança no ambiente escolar.
C o Play History ou Histórico Lúdico (tradução para o português) é uma entrevista estruturada, que avalia crianças de 1 ano e 7 meses até adolescentes de 12 anos, em ambiente doméstico ou ambulatorial, avalia a criança brincando e detecta disfunção, sendo útil para avaliar e planejar a intervenção.
D o Home Observation for Measurement of the Environment, ou Inventário Domiciliar HOME, pode ser utilizado para avaliar crianças típicas e crianças com risco de atraso no desenvolvimento. Objetiva avaliar as vertentes do ambiente domiciliar relacionadas ao desempenho cognitivo nos primeiros anos de vida, tais como responsividade materna e provisão de brinquedos.