“Criado em novembro de 1961, o IPES (Instituto de
Pesquisa e Estudos Sociais) realizava, publicamente, estudos
e debates sobre a realidade brasileira. Clandestinamente,
preparava o terreno para o golpe, formulando e executando
estratégias de desestabilização do governo, financiando uma
vigorosa campanha de propaganda anticomunista e diversos
tipos de manifestação pública antigovernistas. Também apoiava,
financeiramente, grupos e associações de oposição ou de
extrema direita.
Sob a proteção do IPES, seriam abrigados os grupos femininos
responsáveis por organizar as Marchas da Família com Deus
pela Liberdade, que precederiam o golpe político, empresarial,
civil e militar — a Campanha da Mulher pela Democracia
(Camde), no Rio de Janeiro; a União Cívica Feminina de São
Paulo; e a Liga da Mulher Democrata (Limde), em Minas Gerais,
entre outros.”
Fonte: http://memorialdademocracia.com.br/
Segundo o texto, a criação e a atuação de institutos como o
IPES, no âmbito da crise política no governo João Goulart (1961-
1964), que levaram ao golpe político-civil-militar de 1964, tinha
como objetivo principal: