O grande estudioso do abuso sexual infantil, Tilman Furniss, explica o estereótipo da “criança sedutora” (que seduz o pai e aprecia o abuso), da seguinte maneira:
A Não cabe ao genitor traçar as fronteiras adequadas para a exacerbação da sexualidade de sua criança, devendo a família procurar ajuda psiquiátrica para conter de forma medicamentosa o comportamento transgressor.
B A invasão das mídias eletrônicas tornam a barreira da sexualidade dentro do espaço privado mais tênue, cabendo ao pai entender e participar das propostas sexualizadas da criança, para que em momento posterior, com a chegada da adolescência, isso possa ser interrompido, explicado e entendido.
C Tal situação tem pouco a ver com a realidade do abuso sexual da criança, pois ainda que haja um comportamento sexualizado da criança, ela nunca poderia ser responsabilizada pela situação.
D A criança deve ser sempre responsabilizada pela situação juntamente com seus genitores, pois o abuso é uma via de mão dupla e isso é uma pré- condição para qualquer trabalho terapêutico.
E É muito comum na atualidade encontrarmos a criança que busca o abuso e tem prazer nele, cabendo ao adulto interromper a situação comunicando a autoridade judiciária obrigatoriamente.