Leia o texto a seguir:
A nova impessoalidade da guerra tornava o matar e
estropiar uma consequência remota de apertar um botão
ou virar uma alavanca. A tecnologia tornava suas vítimas
invisíveis, como não podiam fazer as pessoas evisceradas por baionetas ou vistas pelas miras de armas de
fogo. Diante dos canhões permanentemente fixos estavam não homens, mas estatísticas. Lá embaixo dos bombardeios aéreos estavam não as pessoas que iam ser
queimadas e evisceradas, mas somente alvos.
(Eric J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991.
São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)
Tal impessoalidade tornou-se uma marca a partir da