A criança, quando imersa em ambientes socioculturais em que a leitura e a escrita têm papel e função centrais, como acontece em nossas sociedades grafocêntricas, em que tudo gira em torno da escrita, antes mesmo de entrar na escola, vai
progressivamente se aproximando do conceito de escrita, percebendo que escrever é transformar a fala em marcas sobre
diferentes suportes, e que ler é converter essas marcas em fala. A criança vive assim, desde muito pequena, antes mesmo
de sua entrada na escola, um processo de construção do conceito de escrita, por meio de experiências com a língua escrita
nos contextos sociocultural e familiar. Mas, é pela interação entre seu desenvolvimento de processos cognitivos e linguísticos
e a aprendizagem, proporcionada de forma sistemática e explícita no contexto escolar, que a criança vai progressivamente
compreendendo a escrita alfabética como um sistema de representação de sons da língua (os fonemas) por letras. Este processo descreve a apropriação, pela criança,