Essa instabilidade era igualmente evidente para os EUA,
protetores do status quo global que a identificavam com o
comunismo soviético, ou pelo menos a encaravam como
uma vantagem permanente e potencial para o outro lado
na grande luta global pela supremacia.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos –
O breve século XX – 1914-1991, 1995)
O excerto traz referências ao contexto
A brasileiro, durante a ditadura cívico-militar, que atuou
em parceria com países aliados da URSS, como a
China e Cuba, vislumbrando benefícios políticos e
econômicos para o país.
B da Guerra Fria, na qual as ações e estratégias consideravam o chamado terceiro mundo como elemento
central nessa disputa, razão pela qual, uma série de
golpes e revoluções, ocorreu em quase todos os
países terceiro mundistas.
C latino-americano, que, de maneira unânime, se posicionou, por meio de seus governantes, ao lado dos
EUA nas disputas territoriais que caracterizaram as
disputas em torno do comércio global.
D neoliberal, mediante a divisão do globo entre China e
EUA, diante das disputas econômicas que caracterizaram o mundo nesse período, com ênfase ao papel
de mediação exercido pelos russos nesse processo.
E de estabilidade vivenciada nos países do chamado
cone sul após os desdobramentos políticos ocorridos mediante o Pacto de Moncloa entre as potências
vencedoras da Segunda Guerra Mundial.