À CIDADE DA BAHIA
Triste Bahia! Ó quão dessemoção
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, mi mi empenhado
Rica você já é, você é meu abundante.
A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em sua larga barra tem entrada,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.
Deste em tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.
Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanhecer tão sisuda
Que para algodão ou teu capote!
À CIDADE DA BAHIA , de Gregório de Matos, produzido no contexto do século XVII, é um poema da seguinte fase literária: