Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201367320

O emprego das classes de palavras contribui para a construção de ef...

📅 2023🏢 IBFC🎯 Prefeitura de Cuiabá - MT📚 Língua Portuguesa
#Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo#Artigos#Numerais#Morfologia dos Pronomes#Morfologia

Esta questão foi aplicada no ano de 2023 pela banca IBFC no concurso para Prefeitura de Cuiabá - MT. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo, Artigos, Numerais, Morfologia dos Pronomes, Morfologia.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201367320
Ano: 2023Banca: IBFCOrganização: Prefeitura de Cuiabá - MTDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo | Artigos | Numerais | Morfologia dos Pronomes | Morfologia
Texto associado
Vênus
(Caio Fernando Abreu)

    Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema – um dos problemas, porque havia outros, bem mais graves -, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais. Quando se tem vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece que ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo demais para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras.
    Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se – não vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais tarde, tentaria lembrar-se de Como Tudo Começou. E não conseguia. Não conseguiria, claramente. Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem cronologia, sem que ele conseguisse determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão perdidamente, apaixonou-se por Beatriz.
    Voltavam principalmente duas cenas. A primeira, num aniversário, não saberia dizer de quem. Dessas festas de verão, janelas da casa todas abertas, deixando entrar uma luz bem clara que depois empalideceria aos poucos, tingindo o céu de vermelho, porque entardecia. Ele lembrava de um copo de guaraná, da saia de veludo da mãe – sempre ficava enroscado na mãe, nas festas, espiando de longe os outros, os da idade dele. Lembrava do copo de guaraná, da saia de veludo (seria verde musgo?) e do balão de gás que segurava. Então a mãe perguntou, de repente, qual a menina da festa que ele achava mais bonita. Sem precisar pensar, respondeu:
    - Beatriz.
    A mãe riu, jogou para trás os cabelos – uns cabelos dourados, que nem o guaraná e a luz de verão – e disse assim:
    - Credo, aquele estrelete?
    Anos mais tarde, não encontraria no dicionário o significado da palavra estrelete. Mas naquele momento, ali com o balão em uma das mãos, o guaraná na outra, cotovelos fincados no veludo (seria azulmarinho?) da saia da mãe, pensou primeiro em estrela. Talvez por causa do movimento dos cabelos da mãe, quando tudo brilhou, ele pensou em estrela. Uma pequena estrela. Uma estrela magrinha, meio nervosa. Beatriz tinha um pescoço longo de bailarina que a fazia mais alta que as outras meninas, e um jeito lindo de brilhar quando movia as costas muito retas, olhando adulta em volta.
    Estrelete estrelete estrelete estrelete – repetiu e repetiu até que a palavra perdesse o sentido e, reduzida a faíscas, saísse voando junto com o balão que ele soltou, escondido atrás do taquareiro. Bem na hora que o sol sumia e uma primeira estrela apareceu. Estrela-d’Alva, Vésper, Vênus, diziam. Diziam muitas coisas que ele ainda não entendia. 
O emprego das classes de palavras contribui para a construção de efeitos expressivos. Em “O problema – um dos problemas, porque havia outros, bem mais graves -, o problema inicial” (1º§), os vocábulos destacados contribuem para esse efeito e classificam-se, respectivamente, como:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200091990Língua Portuguesa

A lacuna que antecede o texto do expediente deve ser ocupada por um vocativo. Considerando-se que o destinatário é um “Chefe de Gabinete”, a forma que...

#Vocativo e Termos Acessórios da Oração#Sintaxe
Questão 457941200747165Língua Portuguesa

Analise os versos a seguir: “Já raiou a liberdade / No horizonte do Brasil” e assinale a alternativa correta.

#Análise Sintática#Sintaxe
Questão 457941200781419Língua Portuguesa

Em relação ao texto lido, veja esse excerto: “Desde que somos crianças, ouvimos nossos pais ordenarem: ‘Vá escovar os dentes’, ‘Chega de rua, entre em...

#Emprego das Reticências#Pontuação
Questão 457941200887288Língua Portuguesa

O Centro de Referência Virtual da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais orienta sobre o ensino da organização textual do discurso narrativo...

#Categorias Textuais#Análise Textual
Questão 457941200899891Língua Portuguesa

Assinale a alternativa em que a concordância está correta.

#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal
Questão 457941201738885Língua Portuguesa

Assinale a opção em que se indica corretamente o sujeito das orações abaixo.

#Sintaxe#Termos Essenciais da Oração

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Pronomes Pessoais do Caso OblíquoQuestões do IBFC