Há uma corrente dentro do pensamento econômico brasileiro que afirma que, a partir da orientação econômica liberalizante
assumida pelos gestores de nossa política econômica, nos anos 90 e início do século XXI , o país abandonou a ideia de uma
política industrial, outrora presente. Nesse contexto,
A o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), em sua primeira fase, de 2007 a 2010, focava apenas os investimentos em
infraestrutura urbana, nas regiões mais carentes do país, sem vislumbrar qualquer impacto sobre o produto industrial, o
que vem ao encontro da perspectiva dessa corrente.
B o denominado Primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento (IPND), ao elencar “grandes programas de investimentos”,
com o propósito de consolidar a infraestrutura econômica e as indústrias básicas, contraria essa afirmação.
C o documento publicado pelo Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, durante o primeiro governo FHC, intitulado
Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, ao enumerar uma série de instrumentos, tais como políticas de
investimento, de capacitação tecnológica, de comércio exterior, de capacitação de recursos humanos e de apoio às
microempresas e empresas de pequeno porte, corrobora essa perspectiva.
D a afirmação contida em relatório de 1998 do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) de que bastaria
estabelecer um ambiente macroeconômico favorável para que as forças autônomas do mercado se encarregassem de
transformar nosso país em importante base de produção industrial do mundo, corrobora essa perspectiva.
E a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), reforça a perspectiva acima, ao propor-se enfrentar quatro desafios, a
saber: ampliação da capacidade de oferta para enfrentar uma demanda em expansão, mantendo-se o controle sobre a
inflação; preservar a robustez do balanço de pagamentos brasileiro; elevar a capacidade de inovação das empresas
brasileiras; e ampliar as condições de acesso a mercados para micro e pequenas empresas, o que corrobora essa
perspectiva.